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"Paz, Ana Luisa Fernandes"
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Quem tem medo de Euterpe? Para uma genealogia dos currículos de música em Portugal nos séculos XIX e XX
2022
A história do currículo tem trazido algumas contribuições no sentido de pensar a criança do futuro que o Estado, através das instituições escolares, deseja e rejeita. Neste sentido, seria importante instaurar uma discussão acerca de uma das disciplinas menos estudadas, a Educação Musical. Mas ao invés de articular esta criança em devir tendo em conta apenas a disciplina de Educação Musical contextualizando-a no currículo do ensino infantil, primário, secundário, a predo articular com um outro currículo, quase sempre considerado à parte, porque abrange também uma contraparte adulta. Refiro-me aos currículos vocacionais e profissionalizantes do Conservatório e da Escola Normal. Julgo, deste modo, ter aqui encontrado um enclave a partir do qual se poderá tentar compreender o poder de Euterpe e os modos como se criam tipos de pessoas com destinos sociais altamente diferenciados a partir de uma mesma tópica, neste caso, a música.Em Portugal, o Estado apodera-se do ensino vocacional de música em 1835. A partir da formação do Conservatório de Lisboa (1836), inaugura-se uma linha que persiste praticamente intocada até hoje. Paralelamente, foram sendo criadas outras formas de sensibilização para a arte musical, com diferentes tentativas de instalar a educação musical no ensino primário durante o século XIX. Finalmente, no final deste século, iniciaram-se as formações nas escolas normais, e, consequentemente, nas escolas primárias. No início do século XX, inicialmente apenas para raparigas, iniciou-se a experiência de educação musical no âmbito do ensino liceal. Ao contrário do que acontecia no Conservatório, não se ensinava a compreender ou produzir música, mas a cantar em coro. Durante o Estado Novo, esta política foi incentivada. Ainda em 1968, iniciou-se uma política de democratização que segue até aos dias de hoje e que passou por substituir o canto coral pela educação musical e por encontrar formas de alargar as formações vocacionais a mais e mais pessoas.Proponho assim uma análise crítico-genealógica que visa interrogar quem foi a criança de futuro desejada e rejeitada e qual o medo que se instalou nas sucessivas reformas curriculares que abrangeram a música.
Journal Article
Who's afraid of Little Euterpe? Towards a genealogy of the music curricula in Portugal in the 19th and 20th centuries/QUEM TEM MEDO DE EUTERPE? PARA UMA GENEALOGIA DOS CURRICULOS DE MUSICA EM PORTUGAL NOS SECULOS XIX E XX/?Quien tiene miedo a Euterpe? Hacia una genealogía de los currículos de música en Portugal en los siglos XIX y XX
2021
The history of the curriculum has brought some contributions in the sense of thinking the child of the future that the State, through the school institutions, wants and rejects. In this sense, it would be important to establish a discussion about one of the less studied disciplines, Music Education. Instead of articulating this child of the future considering the discipline of Musical Education with the others that make up the curriculum of nursery, primary, secondary education, I propose to articulate it with another curriculum, contained in Conservatory formations and of the Normal School, thus also covering its adult counterpart.
Journal Article
Barthes e a voz docente: O ensino acadêmico como método de desapossamento
by
Henriques, António
,
Almeida, Tiago
,
Ramos do Ó, Jorge
in
Academic writing
,
Comunidades de escrita
,
Comunidades de escritura
2023
The texts in which Roland Barthes, most questioned himself about the place he occupied within academic institutions open up, in the pedagogical field, the possibility of imagining a time we do not live in, one in which teachers and students would be able to coalesce, in the plurality of their respective voices, as a community of researchers. This article seeks to capture and problematize his reiterated conviction that the fundamental operation of academic work consists in experiencing what he himself named the method of dispossession, both in the field of research and teaching. We therefore propose to systematically examine the writings in which Barthes postulated the hypothesis of envisioning teaching as an eminently poetic act, submitting our research to four major categories: 1) Speech, 2) Writing, 3) Reading and 4) Living Together.
Os textos em que Roland Barthes mais se interrogou sobre o lugar que ocupava no interior das instituições acadêmicas trazem, no campo pedagógico, a possibilidade fantasmáticade imaginarmos um tempo em que não vivemos, aquele em que professores e alunos constituiriam, em conjunto e na pluralidade das suas respetivas vozes, uma comunidade de investigadores. Este artigo procura, portanto, capturar e problematizar a sua reiterada convicção de que a operação fundamental do trabalho acadêmico consiste em experimentar o que ele mesmo denominou de método de desapossamento, tanto no domínio da investigação como no da docência. Propomo-nos, assim, examinar sistematicamente os escritos em que Barthes postulou a hipótese de entendermos o ensino como ato eminentemente poético, submetendo a nossa pesquisa a quatro grandes categorias: 1) a Fala, 2) a Escrita, 3), a Leitura e 4) o Viver Junto.
Los textos en los que Roland Barthes más se cuestionó sobre el lugar que ocupaba dentro de las instituciones académicas abren, en el campo pedagógico, la posibilidad de imaginar un tiempo en el que no vivimos, y en que docentes y alumnos constituirían, juntos y en la pluralidad de sus respectivas voces, una comunidad de investigadores. Este artículo busca por lo tanto plasmar y problematizar su reiterada convicción de que la operación fundamental del trabajo académico consiste en experimentar lo que él mismo llamó método de desposesión, tanto en el campo de la investigación como en el de la docencia. Nos proponemos, por tanto, escrutar sistemáticamente los escritos en los que Barthes postuló la hipótesis de concebir la enseñanza como un acto eminentemente poético, sometiendo nuestra investigación a cuatro grandes categorías: 1) el Habla, 2) la Escritura, 3), la Lectura y 4) el Vivir Juntos.
Journal Article
As eternas aprendizes de Euterpe
2018
Este artigo debruça-se sobre nove mulheres musicistas-escritoras, i. e., professoras, intérpretes ou compositoras, que, entre 1901 e 1930 publicaram em Portugal obras sobre música e sua educação. Foi uma época de extraordinário impulso e procura de ensino artístico – mas o que as levaria a publicar? O surgimento como autoras peritas ou divulgadoras invalida a interpretação de se dedicarem à escrita ao incorporarem o tradicional papel de mulher-educadora, geralmente prolongando a sua atividade docente. Propõe-se compreender o papel das escritoras-musicistas na constituição de uma expertise musical e a especificidade dos seus círculos de sociabilidade.
This paper focuses on the published work of nine female writer-musicians on the topics of music and its education in Portugal between 1901 and 1930. This is a period marked by an extraordinary drive and demand for art(istic) education. However, the advent of these authors as experts in the music field invalidates the notion that writing could emerge only within the familiar boundaries of the “female educator”, a traditional role in which it became an extension of the teaching profession. Writer-musicians will be framed in the twofold movement that seems to both legitimize and support them: the establishment of a musical expertise and their specific forms of sociability.
Journal Article
O cinema como educador: visões da educação formal, não formal e informal nas atualidades cinematográficas
2024
Neste artigo tenho por objetivo discutir, a partir das noções de educação formal, não formal e informal, o modo como a máquina de propaganda do Estado Novo Português explorou as diversas formas de ensino-aprendizagem. A partir de uma análise de conteúdo da série de atualidades cinematográficas Jornal Português (1938-1951), descrevo e interpreto as modalidades através das quais o Estado Novo procurava estabelecer a representação da educação de um modo mais global e da escola em particular. Embora o regime continuamente exaltasse o advento da escolarização, de modo paradoxal, o cinema de propaganda investe sobretudo na representação e apologia das diferentes possibilidades de educação não formal. Por sua vez, verificou-se alguma dificuldade em indicar exemplos inequívocos de educação informal. Conclui-se que a aposta do Estado Novo se situava no âmbito da educação não formal.
Journal Article
El cine como educador: visiones de la educación formal, no formal e informal en los noticiarios y documentales del Jornal Português
2023
En este artículo pretendo discutir, con base en las nociones de educación formal, no formal e informal, la forma en que la máquina de propaganda portuguesa del Estado Novo exploró las diferentes formas de enseñanza y aprendizaje. A partir de un análisis de contenido de la serie de noticiarios y documentales Jornal Português (1938-1951), describo e interpreto las modalidades a través de las cuales el Estado Novo buscó establecer la representación de la educación de manera más global y de la escuela en particular. Si bien el régimen ensalzó continuamente el advenimiento de la escolarización, de manera paradójica, el cine de propaganda invierte sobre todo en la representación y la apología de las diferentes posibilidades de la educación no formal. A su vez, hubo cierta dificultad para señalar ejemplos inequívocos de educación informal. Se concluye que la apuesta del Estado Novo se ubicó en el ámbito de la educación no formal.
Journal Article
Quién tiene miedo a Euterpe? Hacia una genealogía de los currículos de música en Portugal en los siglos XIX y XX
2021
A história do currículo tem trazido algumas contribuições no sentido de pensar a criança do futuro que o Estado, através das instituições escolares, deseja e rejeita. Neste sentido, seria importante instaurar uma discussão acerca de uma das disciplinas menos estudadas, a Educação Musical. Mas ao invés de articular esta criança em devir tendo em conta apenas a disciplina de Educação Musical contextualizando-a no currículo do ensino infantil, primário, secundário, a predo articular com um outro currículo, quase sempre considerado à parte, porque abrange também uma contraparte adulta. Refiro-me aos currículos vocacionais e profissionalizantes do Conservatório e da Escola Normal. Julgo, deste modo, ter aqui encontrado um enclave a partir do qual se poderá tentar compreender o poder de Euterpe e os modos como se criam tipos de pessoas com destinos sociais altamente diferenciados a partir de uma mesma tópica, neste caso, a música.Em Portugal, o Estado apodera-se do ensino vocacional de música em 1835. A partir da formação do Conservatório de Lisboa (1836), inaugura-se uma linha que persiste praticamente intocada até hoje. Paralelamente, foram sendo criadas outras formas de sensibilização para a arte musical, com diferentes tentativas de instalar a educação musical no ensino primário durante o século XIX. Finalmente, no final deste século, iniciaram-se as formações nas escolas normais, e, consequentemente, nas escolas primárias. No início do século XX, inicialmente apenas para raparigas, iniciou-se a experiência de educação musical no âmbito do ensino liceal. Ao contrário do que acontecia no Conservatório, não se ensinava a compreender ou produzir música, mas a cantar em coro. Durante o Estado Novo, esta política foi incentivada. Ainda em 1968, iniciou-se uma política de democratização que segue até aos dias de hoje e que passou por substituir o canto coral pela educação musical e por encontrar formas de alargar as formações vocacionais a mais e mais pessoas.Proponho assim uma análise crítico-genealógica que visa interrogar quem foi a criança de futuro desejada e rejeitada e qual o medo que se instalou nas sucessivas reformas curriculares que abrangeram a música.
Journal Article
The individual circulation of musical expertise in Portugal between 1901-1930
by
Ana Luísa FERNANDES PAZ
in
circulación del conocimiento
,
expertise musical y pedagógica
,
historia de la educación portuguesa
2013
In an effort to analyze the modes of transmission of musical knowledgewithin the boundaries of my History of Education PhD investigation, I came across a question related to the international circulation of expert knowledge. In this article, for which I set the chronological borders of 1901 and 1930, I seek to underline the process of distinction that allowed a schooling network to be established simultaneously for all and only a few. While the State, through the extension of choir singing in primary schools and later on in the secondary curricula, was clearly promoting the massification of musical education — even though this was only fully accomplished in a later period — it was also concurrently obstructing the expansion of vocational schooling, which became a pathway for only a few. Based on an inventory of published monographs that circulated in Portugal in this period, I developed an analysis that in fact indicates a very limited circulation of musical expertise, by showing that it was profoundly individualized and circumscribed to the top of the musical elite, thus remaining highly dependent on personal strategies for the acquisition of knowledge.
Journal Article
A CIRCULAÇÃO INDIVIDUAL DA EXPERTISE MUSICAL EM PORTUGAL ENTRE 1901-1930/The individual circulation of musical expertise in Portugal between 1901-1930
2013
In an effort to analyze the modes of transmission of musical knowledge within the boundaries of my History of Education PhD investigation, I came across a question related to the international circulation of expert knowledge. In this article, for which I set the chronological borders of 1901 and 1930, I seek to underline the process of distinction that allowed a schooling network to be established simultaneously for all and only a few. While the State, through the extension of choir singing in primary schools and later on in the secondary curricula, was clearly promoting the massification of musical education - even though this was only fully accomplished in a later period - it was also concurrently obstructing the expansion of vocational schooling, which became a pathway for only a few. Based on an inventory of published monographs that circulated in Portugal in this period, I developed an analysis that in fact indicates a very limited circulation of musical expertise, by showing that it was profoundly individualized and circumscribed to the top of the musical elite, thus remaining highly dependent on personal strategies for the acquisition of knowledge.
Journal Article