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"Figueiredo, Sinara"
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Atico Asset Management lanca carteira \long/short\; Source: Gazeta Mercantil
2005
Fundo tem como meta rentabilidade entre 150% e 200% do CDI. A Atico Asset Management esta lancando um fundo de \"long/short\", que busca retorno por meio de estrategias de arbitragem no mercado de acoes. De acordo com o socio da gestora de recursos, Ricardo Junqueira, a expectativa e que o Atico Long Short alcance um retorno entre 150% e 200% do Certificado de Deposito Interfinanceiro (CDI).A meta de rentabilidade e ambiciosa, uma vez que e praticamente o dobro do retorno das aplicacoes atreladas aos juros. Mas, segundo especialistas, o fundo \"long/short\", diferentemente da maioria dos multimercados, conta com a vantagem de nao ter correlacao com o mercado em que opera.Para a superintendente de Produtos de Investimento do BankBoston, Sinara Figueiredo, a unica estrategia vencedora entre os multimercados neste ano tem sido a de \"long/short\". \"E um fundo que nao sofre com o sobe-e-desce dos mercados\", ressalta.
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Ático lança carteira \long/short\
2005
Os fundos \"long/short\" operam comprados em ações com potencial de valorização e vendidos em papéis sobrevalorizados, buscando ganhar com as distorções de preços. Se os pares são montados na mesma proporção, essas carteiras operam como \"market neutral\", ou seja, sem ficar expostos às oscilações da Bolsa. Há fundos que montam operações com índices e seus derivativos e, portanto, se identificam uma tendência para a Bolsa correm os riscos do mercado. Para garantir a performance, o Ático terá um volume máximo de R$ 100 milhões. \"Esse é o patrimônio satisfatório para montar as posições no fundo\", diz. A aplicação mínima é de R$ 10 mil e as aloçações em \"long/short\" deverão limitar-se a 50% do patrimônio. O lastro ficará em LFTs.
Newspaper Article
Opiniao- O dolar em liquidacao no Brasil; Source: Valor Economico
Toda vez que ha uma valorizacao do real, cria-se uma oportunidade de diversificar em termos de moeda, diz Lywal Salles, diretor do Private Bank do Itau. \"Sem sombra de duvida, existe uma demanda maior dos investidores\", afirma. O processo para aplicar no exterior e relativamente simples. O cliente precisa abrir uma conta em uma instituicao e, depois, manda o dinheiro por meio de um documento chamado Transferencia Internacional de Recursos (TIR). La fora, ele pode aplicar em fundos, certificados de depositos (CDs) de bancos e titulos emitidos por empresas ou governos. Pode ainda aplicar em outras moedas. \"Ha demanda maior por euros por conta da desvalorizacao do dolar\", diz. E os proprios papeis de empresas brasileiras em moeda estrangeira, onde o investidor consegue ter um juro melhor, \"mas agora o mercado deve estar com muita procura, e o juro baixo\". Com esses papeis, o investidor volta ao risco Brasil, mas em moeda forte. Um pedaco da aplicacao pode ir para papeis que, mesmo com rentabilidade menor, sao mais estaveis, como dos paises europeus. \"Aplicar em outra moeda e saudavel do ponto de vista de gestao de investimentos e e comum no exterior\", afirma Salles. [Ja Sinara Figueiredo] diz que a moeda americana pode ser usada para diversificacao quando o cliente tem aplicacoes tambem em bolsa. \"O dolar serve como um hedge, quando a bolsa cai ele costuma subir\", explica. Assim, em uma carteira conservadora, o BankBoston recomenda ter 5% em dolar e o restante distribuido em aplicacoes em reais. \"Como o cenario para o ano que vem tem muitas variaveis, como o juro aqui e nos Estados Unidos, recomendamos uma boa diversificacao\", explica Sinara. Uma carteira moderada teria 20% em fundos atrelados a indices de inflacao, com papeis indexados ao IGP-M, que pagam juros de ate 9% ao ano. Outros 10% iriam para fundos ativos, atrelados ao IBrX-100, que e menos volatil que o Ibovespa. Mais 30% iriam para multimercados, 20% em DI e 10% a 15% em renda fixa prefixados. Para quem pretende especular com o dolar, um aviso: tao importante quanto comprar a moeda e saber onde aplica-la. No caso dos papeis americanos, ha o risco da desvalorizacao do dolar e de o Fed (o BC americano) puxar os juros alem do esperado, o que traria perdas para as aplicacoes em titulos de renda fixa. Ja aplicar em titulos da divida externa brasileira tem o risco de, em caso de piora do cenario do pais ou dos emergentes, o ganho obtido com a alta do dolar ser anulado pela queda dos precos dos papeis. E o mesmo processo de quem pensa em buscar protecao cambial em fundos de investimento no exterior, os Fiex, que aplicam em papeis brasileiros no exterior. Essas aplicacoes em geral seguem em sentido contrario ao do dolar no mercado brasileiro. Hoje, com o risco Brasil abaixo dos 400 pontos, o espaco para ganhos com titulos do pais tambem e menor, avaliam analistas.
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