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25 result(s) for "saúde de populações indígenas"
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Ultrassonografia por enfermeiros: inovação no pré-natal de mulheres Xavante na Amazônia Legal
Resumo Objetivo Descrever a importância da inserção da ferramenta ultrassonográfica pelo enfermeiro no pré-natal de mulheres indígenas da etnia Xavante. Métodos Estudo de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, realizado no território da Amazônia Legal, Brasil. A coleta de dados ocorreu em novembro e dezembro de 2022, por meio de entrevista semiestruturada. Participaram nove enfermeiros que, durante a consulta de enfermagem, utilizaram a ferramenta ultrassonográfica no acompanhamento de pré-natal de gestantes indígenas em cinco aldeias da etnia Xavante. As falas foram analisadas por meio da análise temática, com auxílio do software IRaMuTeQ®. Resultados A partir do dendrograma de Classificação Hierárquica Descendente, o conteúdo foi dividido em três classes. Por meio da análise das três classes, emergiram três categorias distintas: “consulta de enfermagem no pré-natal com o uso da ferramenta ultrassonográfica como inovação na qualificação do cuidado”; “a saúde sexual e reprodutiva da mulher indígena” e “ultrassonografia obstétrica para estratificação de risco em território indígena”. Conclusão O exame ultrassonográfico como ferramenta na consulta de enfermagem no pré-natal da mulher indígena da etnia Xavante é uma prática recente e revelou-se imprescindível para a qualificação do cuidado do binômio mãe-filho em território indígena, contudo, é reduzido o contingente de profissionais aptos a realizar tal exame e faz-se necessário o estabelecimento de método padronizado para o emprego dessa ferramenta. Resumen Objetivo Describir la importancia de la incorporación de la herramienta ecográfica por enfermeros en la atención prenatal de mujeres indígenas de la etnia Xavante. Métodos Estudio de enfoque cualitativo, descriptivo y exploratorio, realizado en el territorio de la Amazonia Legal, Brasil. La recopilación de datos se realizó en noviembre y diciembre de 2022, mediante entrevista semiestructurada. Participaron nueve enfermeros que, durante la consulta de enfermería, utilizaron la herramienta ecográfica en el control prenatal de mujeres embarazadas indígenas en cinco aldeas de la etnia Xavante. Las conversaciones fueron analizadas por medio del análisis temático, con ayuda del software IRaMuTeQ®. Resultados A partir del dendrograma de Clasificación Jerárquica Descendiente, se dividió el contenido en tres clases. Mediante el análisis de las tres clases, surgieron tres categorías: “consulta de enfermería en la atención prenatal con el uso de la herramienta ecográfica como innovación en la cualificación del cuidado”, “la salud sexual y reproductiva de mujeres indígenas” y “ecografía obstétrica para estratificar el riesgo en territorio indígena”. Conclusión La ecografía como herramienta en la consulta de enfermería de atención prenatal de mujeres indígenas de la etnia Xavante es una práctica reciente y demostró ser imprescindible para la cualificación del cuidado del binomio madre-hijo en territorio indígena. Sin embargo, el grupo de profesionales aptos para realizar dicho examen es reducido y resulta necesario establecer un método estandarizado para emplear esta herramienta. Abstract Objective To describe the importance of including ultrasound as a nursing tool in the prenatal care of indigenous Xavante women. Methods This qualitative, descriptive, and exploratory study was conducted in the Brazilian Amazon region. Data collection was performed in November and December 2022, using semi-structured interviews. Nine nurses participated in the study using the ultrasound tool during nursing consultations in the prenatal care of indigenous pregnant women in five Xavante villages. Their speeches were analyzed using thematic analysis with the help of the IRaMuTeQ® software. Results Content was divided into three classes from the Descending Hierarchical Classification dendrogram. Three distinct categories emerged during the analysis of the three classes: (1) nursing consultation in prenatal care using ultrasound examination as an innovation in the quality of care; (2) the sexual and reproductive health of indigenous women, and (3) obstetric ultrasound to stratify risk in indigenous territory. Conclusion Ultrasound as a nursing tool in the prenatal care of Indigenous Xavante women is a recent practice that has shown to be essential for qualifying mother-and-child care in Indigenous territory. However, the number of professionals able to perform such an examination is reduced, making it necessary to standardize the use of this tool.
“Não conheci uma parteira até engravidar”: saúde sexual e reprodutiva de jovens mulheres mapuche, Chile
Resumo Esse trabalho tem como objetivo explorar a prevenção e a promoção da saúde sexual e reprodutiva em jovens mapuche entre 18 e 24 anos, investigando as relações que estabelecem com o sistema de saúde biomédico e os desafios para incluir a interculturalidade nos serviços direcionados a esta população. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de estudo de caso. Foram aplicadas 32 entrevistas em profundidade com jovens mapuche das áreas rurais e urbanas da região de Araucanía, no Chile. É identificada a persistência de uma abordagem de saúde que carece de ferramentas interculturais e de foco nos direitos sexuais e reprodutivos. As jovens relatam a falta de acesso à educação sexual devido ao distanciamento que estabelecem com os serviços biomédicos de atenção primária e às dificuldades de falar sobre sexualidade com os adultos das suas comunidades. Conclui-se que as desigualdades no direito à saúde sexual e reprodutiva dos jovens indígenas, principalmente das mulheres, persistem. É necessário incorporar a abordagem intercultural e de direitos na elaboração de políticas públicas para essa população. Estas intervenções precisam ser elaboradas e implementadas envolvendo a população jovem e os agentes de saúde das suas comunidades de origem. Abstract The study aims to explore sexual and reproductive health prevention and promotion of Mapuche youth between 18 and 24 years old. It looks at their relationships with the biomedical health system and the challenges of delivering cross-cultural healthcare services for this age group. Qualitative case study. Thirty-two in-depth interviews were conducted with young Mapuche from rural and urban sectors of the Araucanía Region, Chile. The approach to sexual and reproductive health prevention and promotion of Mapuche youth lacks a cross-cultural lens and only limitedly accounts for sexual and reproductive rights. Young women report a lack of access to sex education because of the distance from biomedical primary care services and the challenges of discussing sexuality with adults in their communities. Indigenous young people, especially women, experience persistent sexual and reproductive health inequities. It is necessary to incorporate the cross-cultural approach as well as sexual and reproductive rights in the formulation of public policies for this population. Such interventions must be designed and implemented together with the young Mapuche population and health workers in their communities of origin. Resumen Este estudio pretende explorar la prevención y promoción de salud sexual y reproductiva en jóvenes mapuche de entre 18 y 24 años, indagando en las relaciones que establecen con el sistema de salud biomédico y en los desafíos para la inclusión de la interculturalidad en las prestaciones dirigidas a esta población. Se trata de una investigación cualitativa de estudio de caso. Se aplicaron 32 entrevistas en profundidad a jóvenes mapuche de sectores rurales y urbanos de la región de la Araucanía, Chile. Se identifica la persistencia un abordaje sanitario que carece de herramientas interculturales y de enfoque de derechos sexuales y reproductivos. Las jóvenes reportan falta de acceso a educación sexual tanto por la distancia que establecen con los servicios biomédicos de atención primaria como por las dificultades de hablar de sexualidad con los adultos de sus comunidades. Se concluye que persisten inequidades en el derecho a la salud sexual y reproductiva de jóvenes indígenas, especialmente en mujeres. Es necesario incorporar el enfoque intercultural y de derechos en la formulación de políticas públicas para esta población. Tales intervenciones requieren ser diseñadas e implementadas involucrando tanto a la población joven como a los agentes de salud de sus comunidades de origen.
Planejamento reprodutivo em área indígena e a busca pela atenção diferenciada: os dilemas entre desigualdade e diferença
Resumo A atenção diferenciada é um princípio fundamental para um cuidado não colonizador das populações indígenas. Um dos desafios nesse campo é o planejamento reprodutivo, por envolver tensões entre vontades coletivas e individuais, além da tutela e da autonomia, principalmente com a inserção mais contínua de profissionais via Programa Mais Médicos, como ocorreu no Território Yanomami. O objetivo deste artigo é discutir os aspectos envolvidos na atenção diferenciada ao planejamento reprodutivo, por meio da comparação entre o trabalho de profissionais de saúde em área indígena e não indígena. Para tanto, foi realizado um estudo de caso etnográfico com observação participante do exercício das equipes acessadas pela Supervisão do Programa Mais Médicos e entrevistas com seis profissionais, selecionados pela diversidade de seus perfis. A partir da análise de conteúdo, foram identificadas três categorias: diferença e desigualdade; similaridades; e desafios. Tais divisões trazem a noção de comparação fisiológica, que gera abordagem biomédica, passando pela confusão entre diferença e desigualdade, aspecto responsável por favorecer a colonização e a negação dos direitos - e até as compreensões dos profissionais sobre a cultura - que atravessam o diálogo intercultural. Abstract Differentiated care is a fundamental principle for a non-colonizing care of the Indigenous populations. One of the challenges within this field is reproductive planning since it involves tensions between collective and individual wills, as well as between authority and autonomy, especially with the more continuous insertion of professionals with the Programa Mais Médicos (More Doctor Program), as occurred in the Yanomami Territory. This article aims to discuss the aspects involved in a differentiated care regarding reproductive planning by comparing the work of health professionals in Indigenous and non-Indigenous areas. Thus, an ethnographic case study was conducted based on participant observation of the teams’ practice, accessed via the Programa Mais Médicos Supervision, and interviews with six professionals, selected for the diversity of their profile. From the content analysis, three categories were identified: difference and inequality, similarities, and challenges. These divisions allows for the notion of physiological comparison, which generates a biomedical approach, encompassing the confusion between difference and inequality, the aspect responsible for favoring colonization and the denial of rights - and even the understandings of professionals about the culture - which permeates the intercultural dialogue.
Saúde mental indígena em território de conflitos: o caso da comunidade Tupinambá da Serra do Padeiro no sul da Bahia
Resumo Este artigo apresenta uma perspectiva da saúde mental a partir do estudo dos efeitos dos conflitos pela terra e da organização comunitária na aldeia Tupinambá da Serra do Padeiro, no sul da Bahia. A luta pela terra com a retomada do território destaca-se enquanto força produtora de saúde, com potência de suplantar as agruras vividas em um contexto de ameaças, violências e traumas. Para isso, diferentes saberes, práticas e atores, indígenas e não indígenas, são continuamente articulados. Os modos de organização da comunidade se inserem como elemento-chave para prevenção e recuperação da saúde mental, evitando agravos nos conflitos territoriais e promovendo condições para reabilitação e inserção social. A espiritualidade, o trabalho, a cultura, a coletividade e o diálogo interétnico são aspectos centrais de proteção e promoção da saúde mental. Abstract This study offers a mental health perspective based on the study of the effects of conflicts over land and community organization at Aldeia Tupinambá in Serra do Padeiro in southern Bahia. The struggle for land with the repossession of the territory stands out as a force that produces health with the power to overcome the hardships experienced in a context of threats, violence, and trauma. For this, Indigenous and non-Indigenous knowledges, practices, and actors are continuously articulated. The community’s ways of organizing itself are inserted as a key-element to prevent and recover mental health, avoid injuries in territorial conflicts, and promote conditions for rehabilitation and social insertion. Spirituality, work, culture, community and interethnic dialogue are central aspects of protecting and promoting mental health.
Educação em saúde para mulheres indígenas sobre cânceres de mama e de colo uterino
Objetivo: Descrever a vivência prática de uma ação de educação em saúde com mulheres indígenas sobre os cânceres de mama e cervical. Síntese dos dados: Trata-se de um relato de experiência, realizada por residentes multiprofissionais em Saúde da Família e Comunidade por meio de uma ação em saúde coletiva, efetivada em junho de 2017, com mulheres adultas e idosas na comunidade indígena Nazaré, localizada no município de Lagoa de São Francisco, Piauí, Brasil. A temática dessa ação era a prevenção dos cânceres de mama e cervical, e optou-se por utilizar a dinâmica de “mito ou verdade”, numa facilitação conduzida por preceptores com seus residentes, a qual permitiu agregar conhecimento científico e popular, esclarecer dúvidas e promover a educação em saúde. Conclusão: O momento proporcionou um espaço emancipador de ensino e aprendizagem, de modo que debater a temática dos cânceres de mama e cervical, dentro de um ambiente emancipatório, exigiu dos facilitadores o manejo do uso de metodologia baseada na Educação Popular em Saúde, possibilitando a comunicação com o público–alvo a partir de sua especificidade, sendo este o maior aprendizado para as práticas futuras dos residentes do programa. Objective: To describe the practical experience of a health education action with indigenous women on breast and cervical cancers. Data synthesis: This is an experience report, conducted by multi-professional residents in Family and Community Health through action in collective health, carried out in June 2017, with adult and elderly women in the Nazaré indigenous community, located in the Lagoa de São Francisco, Piauí, Brazil. The theme of this action was the prevention of breast and cervical cancers, and it was decided to use the “myth or truth” dynamic, in a facilitation conducted by preceptors with their residents, which allowed them to add scientific and popular knowledge, clarify doubts and promote health education. Conclusion: The moment provided an emancipatory space for teaching and learning, so that debating the theme of breast and cervical cancers, within an emancipatory environment, required the facilitators to manage the use of a methodology based on Popular Education in Health, enabling the communication with the target audience based on their specificity, this being the greatest learning for the future practices of the program's residents. Objetivo: Describir la vivencia práctica de una acción de educación en salud con mujeres indígenas sobre los canceres de mama y cervical. Síntesis de datos: Se trata de un relato de experiencia realizada por estudiantes multiprofissionales de Salud de la Familia y Comunidad a través de una acción de salud colectiva en junio de 2017 con mujeres adultas y mayores de la comunidad indígena Nazaré localizada en el municipio de Lagoa de São Francisco, Piauí, Brasil. La temática de la acción ha sido la prevención de cánceres de mama y cervical con la dinámica de “mito o verdad” realizada durante una facilitación dirigida por preceptores y sus estudiantes la cual ha permitido unir los conocimientos científico y popular, aclarar las dudas y promocionar la educación en salud. Conclusión: El momento ha ofrecido un espacio emancipador de enseñanza y aprendizaje de tal manera que el debate de la temática de los cánceres de mama y cervical en el ambiente emancipatorio ha exigido de los facilitadores el manejo del uso de metodología basada en la Educación Popular en Salud permitiendo la comunicación con el público propuesto a partir de su especificidad que ha sido el mayor aprendizaje para las prácticas futuras de los estudiantes del programa.
Experiências de médicos brasileiros em seus primeiros meses na Atenção Primária à Saúde na Terra Indígena Yanomami
O Programa Mais Médicos ampliou o acesso à assistência médica nos contextos indígenas brasileiros, como na Terra Yanomami (TY). Até novembro de 2018, na TY havia exclusivamente médicos cubanos, quando foram substituídos por brasileiros. Esta pesquisa qualitativa buscou compreender as experiências desses médicos brasileiros em seus primeiros meses de trabalho. Realizou-se análise temática dos conteúdos provenientes de entrevistas semiestruturadas, tendo como fio condutor os princípios da Atenção Primária à Saúde (APS) e como referenciais teóricos o saber da experiência e as políticas de saúde indígena. Emergiram três categorias relacionadas ao cuidado em saúde indígena: processo de trabalho, encontro entre culturas e formação médica. As experiências mostraram-se complexas e heterogêneas, com demonstração de satisfação e aprendizados. Conclui-se que o cuidado em saúde indígena demanda um olhar singular e diferenciado para os princípios da APS, devendo-se construir competências para atuação médica nesse contexto. The More Doctors Program expanded access to medical care in the Brazilian indigenous contexts, as in the Yanomami Land (TY). This qualitative research sought to understand the experience of the Brazilian doctors in the TY in their first months of work since November 2018. The research conducted a thematic analysis of the contents from semi-structured interviews, having as its common thread the principles of Primary Health Care (PHC) and as theoretical frameworks, experiential knowledge and indigenous health policies. Three categories related to indigenous health care emerged: work process; encounter between cultures; medical training. The experience proved to be complex and heterogeneous, demonstrating satisfaction and learning. The study concludes that indigenous health care demands a singular and differentiated outlook at the principles of PHC, and that competencies for medical practice in this context must be built. El Programa Más Médicos amplió el acceso a la asistencia médica en los contextos indígenas brasileños, como en la Tierra Yanomami (TY). Hasta noviembre de 2018, en la TY había exclusivamente médicos cubanos, cuando fueron substituidos por brasileños. La investigación cualitativa buscó comprender la experiencia de esos médicos brasileños en sus primeros meses de trabajo. Se realizó un análisis temático de los contenidos provenientes de entrevistas semiestructuradas, teniendo como hilo conductor los principios de la Atención Primaria de la Salud (APS) y como referenciales teóricos el saber de la experiencia y las políticas de salud indígena. Surgieron tres categorías relacionadas al cuidado en salud indígena: proceso de trabajo, encuentro entre culturas y formación médica. La experiencia se mostró compleja y heterogénea, con demostración de satisfacción y aprendizaje. Se concluyó que el cuidado en salud indígena demanda una mirada singular y diferenciada para los principios de la APS, siendo necesario construir competencias para la actuación médica en ese contexto.
Formação ampliada durante residência multiprofissional em saúde: relato de experiência de um cirurgião-dentista com o povo Xukuru do Ororubá (Pernambuco/Brasil)
A partir das recomendações sobre experiências que aproximam a formação em saúde da realidade de populações em situação de vulnerabilidade, apresenta-se um relato de experiência, na perspectiva de um trabalhador residente em saúde, sobre a vivência de estágio no Território Indígena Xukuru do Ororubá (Pernambuco/Brasil). Emergiram reflexões sobre as condições de vida e saúde do povo indígena, o processo pedagógico de estágio e repercussões na formação e no fazer profissional, além das fragilidades relacionadas à cobertura e longitudinalidade do cuidado em saúde bucal. Por meio de intervenções com a perspectiva de autonomia dos sujeitos, foi possível aprimorar o olhar sociopolítico à questão indígena. Aponta-se a potencialidade da proposta, que estimula o confronto entre saberes profissionais instituídos e a realidade objetiva das comunidades, buscando superar o modelo colonial de cuidado, ampliando a perspectiva de atuação do profissional em formação para o Sistema Único de Saúde (SUS). This is an experience report, based on the recommendations that call to close the gap between health education and the reality of populations in vulnerable situations, from the perspective of a residence worker, about the internship experience in the Xukuru do Ororubá Indigenous Territory (Pernambuco/Brazil). The observations emerged regarding the living and health conditions of the indigenous people, the internship pedagogical process and its repercussions on professional training and practice, as well as the weaknesses related to the coverage and longitudinality of oral health care. It was possible to improve the socio-political glance at the indigenous issue through interventions from the perspective of subject autonomy. The potentiality of the proposal is evident, stimulating the confrontation between established professional knowledge and the objective reality of the communities, seeking to overcome the colonial model of care, expanding the perspective of professional training for the Brazilian National Health System (SUS). A partir de las recomendaciones sobre experiencias que aproximan la formación en salud de la realidad de poblaciones en situación de vulnerabilidad, se presenta un relato de experiencia, desde la perspectiva de un trabajador residente de salud, sobre la experiencia de pasantía en el Territorio Indígena Xukuru del Ororubá (Pernambuco/Brasil). Surgieron reflexiones sobre las condiciones de vida y salud del pueblo indígena, el proceso pedagógico de la pasantía y las repercusiones en la formación y el quehacer profesional, además de las fragilidades relacionadas con la cobertura y longitudinalidad del cuidado de salud bucal. Por medio de intervenciones con la perspectiva de autonomía de los sujetos, fue posible perfeccionar la mirada sociopolítica sobre la cuestión indígena. Se señala la potencialidad de la propuesta que incentiva el enfrentamiento entre saberes profesionales instituidos y la realidad objetiva de las comunidades, buscando la superación del modelo colonial de cuidado, ampliando la perspectiva de actuación del profesional en formación para el Sistema Brasileño de Salud (SUS).
Da participação ao controle social: reflexões a partir das conferências de saúde indígena
Resumo Embora a Constituição Federal de 1988 assegure aos povos indígenas o direito às políticas sociais, a saúde permanece um campo de tensão no trato desses povos com o Estado. Muito se tem defendido a necessidade de garantir a diretriz de participação no Sistema Único de Saúde e a inserção dos indígenas nos mecanismos de controle social. Dessa forma, este trabalho busca contribuir com o debate sobre os sentidos da participação e refletir sobre os desafios da sua configuração como controle social no âmbito da saúde indígena. A análise foi feita com base nos relatórios das conferências de saúde, na bibliografia afeita ao tema e em entrevistas realizadas com atores-chave. A pesquisa buscou lançar luz sobre a diversidade dos contextos, dos atores e das pautas das cinco conferências de saúde indígena realizadas. Concluímos que houve um deslocamento na participação nas conferências para uma atuação mais burocrática dentro dos estritos limites estabelecidos pela gestão. Ainda assim, é fundamental valorizarmos a potência contida nos mecanismos do controle social, que não à toa são objetos de combate dos grupos mais conservadores da sociedade. Neste sentido, há que se valorizar tais espaços, ocupá-los e transformá-los. Abstract Even though the Federal Constitution of 1988 guarantees indigenous peoples the right to social policies, health care remains a field of tension in their relationship with the State. The need to ensure a participation guideline for the Brazilian National Health System and the inclusion of indigenous people in mechanisms of social control are widely defended. Thus, this article seeks to discuss the meanings of participation and reflect on the challenges of its configuration as social control within the scope of indigenous health. The analysis was based on health conference reports, bibliography related to the subject, and interviews with key actors. The research sought to shed light on the diversity of contexts, actors, and agendas involved in the five indigenous health conferences. We concluded that there was a shift in the conferences and their participation, which moved towards a more bureaucratic performance within the strict boundaries established by the government. Even so, it is essential to value the power contained in the mechanisms of social control, which not coincidentally are the objects of disputes brought forward by the most conservative groups in society. In this sense, it is necessary to value, occupy, and transform these spaces.
Por uma atenção diferenciada e menos desigual: o caso do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia
Nesse estudo buscou-se conhecer os significados do princípio da “atenção diferenciada” por meio da análise dos enunciados e da observação das práticas de gestores do Subsistema de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas na Bahia, a fim de revelar as bases sociais, políticas e culturais que os sustentam e analisar como contribuem, ou não, para a sua operacionalização. Parte-se do pressuposto de que a prestação de ações de atenção à saúde efetivamente diferenciadas, que considerem as especificidades socioculturais dos povos indígenas e sua medicina tradicional, pode contribuir para maior resolutividade do cuidado à saúde desses povos e mitigação de algumas implicações de determinantes sociais sobre os modos de viver, adoecer e morrer na população indígena. Optou-se pela realização de um estudo qualitativo, de abordagem etnográfica, com aplicação das técnicas de observação participante e de entrevistas semiestruturadas entre gestores do Subsistema na Bahia. A coleta de informações ocorreu entre setembro de 2014 e março de 2017. As narrativas revelaram frequentemente um tom retórico da ideia de “atenção diferenciada” como uma iniciativa de respeito às especificidades culturais indígenas, as quais foram mais insistentemente utilizadas como justificativa para a não realização de práticas diferenciadas de cuidado (por exemplo, protocolos específicos). A presença de indígenas na gestão contribuiu para a produção de práticas mais contextualizadas e orientadas para os problemas vivenciados pelas comunidades, mas o esforço de legitimação nesse espaço social ratifica a hegemonia “branca” na pauta principal de discussões.
Saúde sexual, reprodutiva e aspectos socioculturais de mulheres indígenas
Objetivo: Conhecer o perfil da saúde sexual, reprodutiva e aspectos socioculturais de mulheres indígenas. Métodos: Estudo observacional, transversal e descritivo, realizado em ambulatório de referência em saúde indígena, durante o período de 2010 a 2013. Aplicou-se um formulário semiestruturado contendo dados socioculturais, histórico de vida sexual e reprodutiva. Coletou-se o esfregaço cervicovaginal. Utilizou-se a análise descritiva, com apresentação de média e desvio padrão (DP) para variáveis quantitativas, e números absolutos e relativos para variáveis qualitativas. Resultados: A amostra constituiu-se de 90 indígenas, com idade média de 36 anos (± DP 13,41), pertencentes a 35 etnias. Para 75 mulheres (83,4%), a coitarca ocorreu na faixa etária de 12 a 19 anos, 74 (82,2 %) estavam em período reprodutivo e 36 (48,6%) usavam método contraceptivo, como o anticoncepcional hormonal e a laqueadura tubária. A média de partos foi de 4,6 por mulher; a idade média no primeiro parto foi de 17,3 anos (± DP 3,23); 23 delas (26,8%) tiveram de 1 a 3 abortamentos e 26 (31,2%) tiveram um ou mais partos cesáreas. Em oito mulheres (8,9%), identificaram-se alterações para atipias citológicas e doenças sexualmente transmissíveis (Trichomonas vaginalis e Papilomavírus humano) no exame colpocitológico. Conclusão: Foram observadas condições de vulnerabilidade das mulheres indígenas a partir do seu perfil sexual e reprodutivo, com exposição às doenças sexualmente transmissíveis, câncer do colo do útero, início precoce da vida sexual e pouco acesso à informação e prevenção.